Sentada aqui, olho para trásVejo cicatrizes em mim marcadas
Olho para a frente, sinto medo
Fruto de recordaçoes passadas
Viajo por aí, vejo um mundo
Perco-me no tempo, crio ilusoes
Conheço lugares, conheço-me a mim
Perco-me nas minhas próprias confusoes
Nesta calçada, sento-me algures
Oiço vozes, em tom de melodias
Fortes, pesadas e sonantesSarcásticamente felizes, assim são os meus dias
Algo se desgastou, nos meus sentidos
Neste nossos complexos universos
Por mais que tente escrever
Já nada cabe nos meus versos
Por mais penosas que sejam
Mais vale memórias, no tempo perdidas
Do que sensaçoes, em nós
Nunca antes vividas
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